RELAÇÃO FIXADA E DEPENDÊNCIA AFETIVA: A SÍNDROME DE ESTOCOLMO COMO FATOR DE RISCO À AGRESSÃO PSICOLÓGICA DE MULHERES EM RELACIONAMENTOS DE AFETO / A.P. Zappellini Sassi - In: Sistema de Justiça, Gênero e diversidades : estudos e práticas sobre violências contra as mulheres com ênfase nos direitos sexuais e reprodutivos, saúde e deficiências[s.l] : Editora Academia Judicial, 2023. - ISBN 978-65-879-8211-3. - pp. 394-416

RELAÇÃO FIXADA E DEPENDÊNCIA AFETIVA: A SÍNDROME DE ESTOCOLMO COMO FATOR DE RISCO À AGRESSÃO PSICOLÓGICA DE MULHERES EM RELACIONAMENTOS DE AFETO

A.P. Zappellini Sassi
2023

A aquisição da Síndrome de Estocolmo funcionaria como fator de risco às agressões psicológicas contra mulheres no âmbito de relacionamentos afetivos, reforçando a vulnerabilidade e dependência psicológica. Assim, como objetivo geral, assinalaram-se as formas de violência psicológico-afetiva, interconectando sua ocorrência cíclica à formação da Síndrome de Estocolmo e continuidade da mulher no relacionamento. Especificamente, estudaram-se as causas atreladas à perpetração dessa espécie de agressão, sob uma perspectiva de gênero. Apontaram-se tipificações penais relativas às agressões psicológicas e dados demonstrativos da premência de seu debate. Finalmente, analisou-se como os componentes da Síndrome, elencados por Graham (apud GEORGE, 2015), atrelam-se à violência psicológico- afetiva. Realizou-se, via técnica bibliográfica-documental, pesquisa geral de teoria de base e revisão de bibliografia em doutrinas, legislações, sites jurídicos, artigos científicos, teses, dissertações e livros de autores nacionais e internacionais, definindo-se conceitos basilares. Através de pesquisa documental, coletaram-se dados e percentuais sobre a agressão psicológica, e via método indutivo-dedutivo, analisaram-se criticamente as causas dos abusos psicológicos, sob uma perspectiva de gênero. Sob método de abordagem hipotético-dedutivo, correlacionou- se a Síndrome de Estocolmo à violência psicológico-afetiva, elencando-a como fator de risco para continuidade das agressões. Como resultado, apontou-se que a síndrome geralmente desencadeia-se devido à necessidade de sobrevivência e adaptação aos traumas advindos dos abusos, especialmente em razão da polarização do relacionamento, constituindo fator de risco à perpetração da violência psicológica. A dependência afetiva leva à autoculpabilização da vítima e minimização dos abusos que, invisíveis, perpetuam-se anonimamente. Em conclusão, defendeu-se a necessidade de empoderamento das vítimas para quebra do ciclo violento.
Settore GIUR-05/A - Diritto costituzionale e pubblico
Settore GIUR-14/A - Diritto penale
2023
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